Meu dia, ou a melhor parte da minha vida começa assim que o sol se põe, as ruas ficam mais calmas, a lua toma conta do céu e todos dormem. O silêncio que faz é indescritível, tenho tempo pra pensar, pensar até demais, até restaurar todo que me fere e decidir sair às ruas procurando alguma coisa pra me distrair, mas encontro tudo fechado. Necessito de boas memórias pra poder lembrar-me daqui alguns anos.
Volto pra casa, vou pra sacada, tomo goles longos de café, consumo cigarros atrás do outro, toco alguns acordes do violão e recito versos.
Recito, paro, observo a noite, penso.
Mais um gole de café, mais um cigarro, uma volta sem sentido pela casa.
Uma olhada no espelho, uma olhada no celular, uma vontade de deitar-me, sonhar e matar o que há de ruim por dentro.
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